Você está recebendo a quantidade suficiente de Vitamina D?
A vitamina D é essencial para evitar deficiência e ajudar a manter energia, ossos fortes e um sistema imunológico saudável em todas as fases da vida.
A vitamina D faz diferença para manter seus ossos fortes, os músculos funcionando bem e a imunidade em dia. Mesmo assim, muita gente tem níveis baixos sem saber. Quer saber como garantir que está recebendo o suficiente? Vem comigo que eu explico!
Dados sobre a Vitamina D para a população brasileira
Você sabia que a deficiência de vitamina D é bem comum no Brasil?
- Cerca de 34% dos idosos apresentam deficiência (menos de 20 ng/mL) e outros 35% insuficiência (entre 20 e 29 ng/mL) (Vendruscolo et al., 2022).
- No Sul, a deficiência chega a 86% (Vendruscolo et al., 2022).
- No Sudeste, a insuficiência passa de 50% (Vendruscolo et al., 2022).
- Em adultos saudáveis de Salvador, São Paulo e Curitiba, mesmo no verão, 15% tinham deficiência e mais da metade insuficiência (EpiVida, 2022).
Ou seja, não é só quem evita o sol que tem esse problema. Muita gente tem níveis baixos sem perceber!
Por que a vitamina D é tão importante?
A vitamina D vai além de uma vitamina comum: ela funciona como um hormônio que:
- Ajuda o corpo a absorver cálcio, essencial para manter os ossos fortes e evitar osteoporose;
- Fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater vírus e bactérias;
- Mantém músculos e nervos funcionando bem, dando energia e equilíbrio para o dia a dia.
Ter vitamina D suficiente pode diminuir o risco de osteoporose, fraturas e ainda melhorar seu bem-estar geral.
Quanta vitamina D você precisa depois dos 30 anos?
Segundo a Endocrine Society (Maeda et al., 2014), a ingestão diária recomendada de vitamina D para adultos é:
- De 19 a 70 anos: 600 UI (15 mcg) por dia.
Antes de tomar qualquer suplemento, converse com seu médico. Só um exame de sangue vai mostrar se você realmente precisa aumentar a vitamina D.
Fontes naturais e suplementos de Vitamina D
Do sol aos alimentos, há várias formas de garantir vitamina D na rotina.
1. Luz solar
Quando você toma sol, a pele produz Vitamina D. Bastam 10-15 minutos por dia de exposição nos braços e no rosto, evitando o horário de pico. Mas não esqueça do protetor solar para proteger a pele!
Vale lembrar: tomar sol atrás do vidro não funciona, tem que ser exposição direta mesmo.
2. Alimentos com vitamina D
São poucos os alimentos que têm vitamina D naturalmente, então é bom saber quais são:
- Peixes gordurosos como salmão, cavala e sardinha;
- Gema de ovo;
- Fígado de boi;
- Leite, laticínios e bebidas vegetais fortificadas (como leite de soja, amêndoa ou aveia).
3. Suplementos
Se a exposição ao sol e a alimentação não forem suficientes, a suplementação pode ser um aliado. Tipos de suplementação:
- Vitamina D2 (ergocalciferol)
- Vitamina D3 (colecalciferol), que costuma ser mais eficaz.
Dica: Por ser lipossolúvel, a vitamina D é melhor absorvida se você tomar junto com uma refeição que tenha alguma gordura. Sempre converse com seu médico antes de começar a suplementar.
Quem precisa de mais vitamina D?
Algumas pessoas podem precisar de uma dose maior, como:
- Idosos: Com o tempo, a pele produz menos vitamina D;
- Pessoas que passam pouco tempo ao sol ou costumam cobrir boa parte do corpo;
- Pessoas com pele escura: A pele mais escura produz menos vitamina D;
- Quem tem problema para absorver gordura (como Crohn, doença celíaca ou colite ulcerativa);
- Pessoas obesas ou que já passaram por cirurgia de bypass gástrico.
Além disso, o horário do dia, a estação, onde você mora e seu estilo de vida também influenciam. No inverno, é mais difícil conseguir os níveis ideais de vitamina D só com o sol.
O que acontece se você tiver níveis baixos?
A falta de vitamina D pode causar:
- Dor nos ossos e músculos;
- Maior risco de fraturas;
- Fadiga e fraqueza.
Nos casos mais graves, pode até levar à osteomalácia em adultos, uma condição caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos.
Excesso de vitamina D pode ser perigoso?
Sim! Tomar mais de 4.000 UI por dia por muito tempo pode provocar:
- Náusea, vômito;
- Problemas nos rins;
- Fraqueza muscular;
- Falta de apetite;
- Perda de peso;
- Desidratação e muita sede;
- Urinar com frequência;
- Alterações no coração;
- Dificuldade de concentração ou raciocínio.
Por isso, evite automedicação. Sempre busque orientação profissional.
A vitamina D pode interagir com medicamentos?
Sim. Suplementos de vitamina D podem mexer com alguns remédios e até alterar a absorção de nutrientes no corpo. Veja alguns exemplos:
- Remédios para emagrecer: Podem diminuir a absorção da vitamina D;
- Estatinas de colesterol: Doses altas de vitamina D podem diminuir a eficácia do remédio;
- Esteroides: Podem reduzir os níveis de vitamina D no sangue;
- Diuréticos tiazídicos: Combinados com vitamina D, podem aumentar o cálcio no sangue.
Antes de tomar qualquer suplemento, conte para o seu médico sobre todos os medicamentos e produtos que você usa. Assim, você evita problemas e recebe a orientação correta.
Manter os níveis de vitamina D em dia faz bem para os ossos, imunidade e sua energia no dia a dia. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença na sua saúde!
Referências do artigo
Vendruscolo, J., Closs, V. E., Castanho, V. C., Fanton, M., Canuto, R., & Hagen, M. E. K. (2025). Brazilian older adults’ vitamin D insufficiency and deficiency: a systematic review and meta-analysis. Ciência & Saúde Coletiva, 30(4). https://doi.org/10.1590/1413-81232025304.08072023
Borba, V. Z. C., Lazaretti-Castro, M., Moreira, S. da S., de Almeida, M. C. C., & Moreira, E. D. (2022). Epidemiology of Vitamin D (EpiVida)—A Study of Vitamin D Status Among Healthy Adults in Brazil. Journal of the Endocrine Society, 7(1). https://doi.org/10.1210/jendso/bvac171
Office of Dietary Supplements (s.d.) Vitamina D. Office of Dietary Supplements. National Institutes of Health. https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-DatosEnEspanol/
MedlinePlus (s.d.). Vitamina D. MedlinePlus. National Library of Medicine. National Institutes of Health. https://medlineplus.gov/spanish/vitamind.html
Mayo Clinic (s.d.). Vitamina D. Mayo Clinic. https://www.mayoclinic.org/es/drugs-supplements-vitamin-d/art-20363792
Torres del Pliego, E., & Nogués Solán, X. (2014). ¿Cómo utilizar la vitamina D y qué dosis de suplementación sería la más idónea para tener el mejor balance eficacia/seguridad? Revista de Osteoporosis Y Metabolismo Mineral, 6, 1–4. https://doi.org/10.4321/s1889-836x2014000500001
Maeda, S. S., Borba, V. Z. C., Camargo, M. B. R., Silva, D. M. W., Borges, J. L. C., Bandeira, F., & Lazaretti-Castro, M. (2014). Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 58(5), 411–433. https://doi.org/10.1590/0004-2730000003388